28.4.09

 

Professores ensinam com o Twitter


Nos Estados Unidos, alguns professores de comunicação no Wisconsin estão a pedir aos alunos para "Twittarem ao Vivo" visando ajudá-los a processarem melhor os materiais apresentados nas conferências. O instrumento Twitter ensina-os a reunirem informação, realizarem várias actividades ("multitask") e escrever sucintamente, disse Gee Ekechai, um Professor Associado da Marquette University.

Mais no Milwaukee Journal Sentinel

6.4.09

 

Escola de Verão 2009 na Universidade Nova de Lisboa

Por entre gerações. Os lugares dos media e os desafios da literacia mediática na sociedade portuguesa
  • Profª Cristina Ponte (coord.), Drs. Ana Margarida Jorge, Ana Sofia Conceição, Karita Cristina Francisco, Lídia Maropo, Maria José Brites, Marta Neves, Raquel Pacheco
6 a 23 de Julho, 2ª e 5ª, das 10H00 às 13H00

Por entre gerações. Os lugares dos media e os desafios da literacia mediática na sociedade portuguesa

Programa:

A sociedade portuguesa é marcada por profundas diferenças geracionais na relação com os novos meios de comunicação, sendo os mais novos os que mais utilizam as potencialidades comunicacionais da Internet.

Por outro lado, nunca se falou tanto na necessidade de uma capacitação para usar criticamente os media – uma capacitação não apenas tecnológica mas também – e sobretudo – na perspectiva dos direitos de participação e de expressão numa dimensão ética e de cidadania.

Tendo presente:

- A Carta Europeia para uma Literacia dos Media e as recentes Recomendações da Comissão Europeia para que os Estados-membros promovam acções de formação em Literacia Mediática;

- Investigações que têm vindo a ser conduzidas junto de vários grupos de idade (nomeadamente crianças, adolescentes e jovens adultos),

Este Curso visa apresentar e discutir situações de apropriação e de usos dos meios de comunicação, incentivando os seus participantes a uma intervenção activa e a uma reflexão sobre as práticas sociais de relação com os meios de comunicação.

Vagas: 12

Bibliografia:

Carta Europeia para uma Literacia dos Media: http://www.euromedialiteracy.eu/?Pg=charter&id=4

Comunicação da Comissão Europeia, Uma abordagem europeia da literacia mediática no ambiente digital,COM(2007) 833 final, de Dezembro de 2007http://ec.europa.eu/avpolicy/media_literacy/docs/com/pt.pdf

Entidade Reguladora da Comunicação, Públicos de Comunicação Social em Portugal. Lisboa, 2008.

Creditação (para professores do Ensino Básico e Secundário dos grupos):
Formação Geral:
Formação Adequada: este curso aguarda a confirmação da creditação

Cristina Ponte é professora no Departamento de Ciências da Comunicação, da FCSH/Universidade Nova de Lisboa, é a coordenadora em Portugal do projecto europeu EU KIDS ONLINE (http://www2.fcsh.unl.pt/eukidsonline) . Entre os seus livros contam-se Televisão para Crianças. O direito à diferença (1988) e Crianças em Notícia. A construção da infância pelo discurso jornalístico (2005). Co-editora da revista Media e Jornalismo, do CIMJ (Centro de Investigação Media e Jornalismo), é vice presidente da Audience Section da ECREA (European Communication Research and Education Association).

Ana Margarida Jorge realiza doutoramento em Ciências da Comunicação da FCSH, com bolsa da FCT, sobre “Cultura das celebridades e jovens fãs online”. Mestre pelo ISCTE com tese sobre revistas femininas e masculinas de estilo de vida e membro de projectos de investigação sobre a representação feminina nas mesmas revistas e na imprensa generalista, é membro do CIMJ e ECREA e interessa-se pela recepção de cultura popular e consumo.

Ana Sofia Conceição é Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação, pelo ISCTE, com uma investigação sobre o programa de literacia para os media - Media Smart junto do público infantil a que se destina. Tem ainda uma pós-graduação em Comunicação Estratégica e Assessoria Mediática pelo ISLA. Licenciada em Publicidade pelo IADE, o seu trajecto profissional tem vindo a ser desenvolvido na área da comunicação.

Karita Cristina Francisco é licenciada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Mestre em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (UnB). Actualmente, estudante do doutoramento em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Experiência profissional em jornal impresso, online, TV, assessoria de imprensa e como docente de Jornalismo de duas instituições brasileiras.

Lidia Marôpo, mestre e doutoranda em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, actuou como jornalista no Brasil, onde também é professora da Universidade de Fortaleza (Unifor). É membro do Centro de Investigação Media e Jornalismo e autora do livro "A Construção da Agenda Mediática da Infância – Um estudo de caso sobre a relação entre movimentos sociais e media noticiosos". Investiga sobretudo a relação entre direitos da criança e os media.

Maria José Brites é doutoranda em Ciências da Comunicação – Estudos dos Media e Jornalismo na FCHS-UNL. Investigou as representações da delinquência juvenil nos media noticiosos durante o seu mestrado, encontrando-se actualmente a pesquisar as relações entre os jovens e a cidadania politica. Foi jornalista em O Comércio do Porto, A Capital (Porto), Visão (Porto), Vida Económica e QuidNovi, entre outros.

Marta Dias Neves é Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Comunicação, pelo ISCTE, com uma investigação sobre os usos da Internet por crianças com o intuito de identificar pistas para uma prevenção precoce do risco online. Tem ainda uma pós-graduada em Jornalismo também pelo ISCTE, tendo centrado o seu estudo nas questões do jornalismo online. Licenciada em Direito pela Faculdade de Coimbra, do seu trajecto profissional consta a passagem pelo jornalismo e pela área da comunicação e produção de conteúdos online.

Raquel Pacheco é licenciada em Cinema pela Universidade Federal Fluminense e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. É responsável pelos projectos de Educação e Comunicação da Mapa das Ideias (www.mapadasideias,pt). Formadora de Video e Reportagem na ETIC e profissional na área de televisão e de cinema.

Inscrições: As inscrições para a Escola de Verão 2009 terão início no dia 1 de Abril. Até 19 de Junho (cursos de Julho) ou até 21 de Agosto (cursos de Setembro), pode inscrever-se apenas com o pagamento da Propina de Registo. Clique AQUI para saber mais.

Info retirada do sítio internet da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

2.4.09

 

Twitter entra no curriculum das escolas primárias


Na Inglaterra, as crianças com menos de 11 anos serão ensinadas a como utilizar o website de relacionamento social Twitter, bem como blogs, webcams e podcasts de acordo com os planos para um novo curriculum pde alta tecnologia para as escolas primárias.



Leia mais no jornal Telegraph

O Twitter é uma rede social e servidor para microblogging que permite que os usuários enviem atualizações pessoais contendo apenas texto em menos de 140 caracteres via SMS, mensageiro instantâneo, e-mail, site oficial ou programa especializado.

28.3.09

 

Jogos de computador "ajudam no estudo"


As crianças que passam horas a brincar com jogos de computador podem na verdade estar a melhorar a sua educação, dizem investigadores.

Os críticos têm dito que sentar em frente de uma consola como a PlayStation, Wii ou Xbox é prejudicial, Mas um estudo demonstra que pode melhorar o desempenho em ciência, matemática e engenharia. Leia + no Daily Express

23.3.09

 

As crianças portuguesas perante a televisão


Quais os canais de televisão preferidos das crianças portuguesas? Esta é uma das questões desenvolvidas no terceiro estudo Fórum da Criança, apresentado no fim da semana passada em Lisboa.

O estudo divide as crianças em três faixas etárias: dos quatro aos seis anos, dos sete aos dez, e dos 11 e 12 anos. As preferências variam de acordo com esta segmentação. Se os mais novos preferem o Canal Panda (80%), o Disney Channel (42%) e a TVI (26%), dos sete aos 10 anos as percentagens já se invertem, sendo o Canal Disney o que leva a dianteira (61%), seguido da TVI (54%) e do Canal Panda (48%). Os mais velhos destacam a TVI (62%), o Disney Channel (44%) e a SIC (34%).Noddy, Ruca e Winx são os programas favoritos dos meninos mais novos (4 a 6 anos), ao passo que as meninas da mesma idade invertem a ordem de preferência: Winx, Ruca e Noddy. As meninas dos 7 aos 10 anos gostam essencialmente de ver os Morangos com Açúcar, Hannah Montana e telenovelas. Os meninos gostam, além dos Morangos com Açúcar, de wrestling e de filmes. Também os meninos e as meninas até aos 12 anos preferem os Morangos com Açúcar. Os meninos juntam-lhes os Gato Fedorento e filmes e as meninas optam por telenovelas e pela Hannah Montana.

E como reagem perante a publicidade? À medida que os meninos vão crescendo vão gostando mais de ver publicidade na televisão (51% entre os 4 e os 6 anos, 57% até aos 10 e 59% nos mais velhos). Entre as marcas estudadas, as mais conhecidas pelos mais pequenos são os canais de cabo e a distribuição, sendo menos conhecidos os operadores de cabo e a banca. As crianças entre os 7 e os 12 anos conhecem especialmente as marcas de distribuição e bebidas, sendo menos conhecidas as produtoras.

via meios e publicidade

16.3.09

 

Conferência “A Televisão e as Crianças”


A Entidade Reguladora para a Comunicação Social irá realizar no dia 24 de Março, no Auditório 3, da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, a Conferência “A Televisão e as Crianças”.

Este encontro terá a participação de directores de programas e de informação dos canais generalistas de televisão, especialistas em estudos de televisão para crianças e jovens, juristas, professores, alunos e pais.

No âmbito desta conferência, será apresentado o estudo “Um ano de programação para crianças e jovens na RTP1, RTP2, SIC e TVI”, elaborado pela Universidade do Minho para a ERC.

O programa da Conferência encontra-se aqui (pdf) disponível para consulta.

A entrada nesta Conferência é livre. Solicita-se que as confirmações de presença sejam efectuadas mediante o envio de um email para conferencia@erc.pt

6.3.09

 

Televisão educativa pode ajudar a preparar as crianças mais novas para a escola


Televisão educacional de qualidade pode preparar as crianças mais jovens para a leitura, de acordo com novos estudos. Programas como "Rua Sésamo" podem ensinar as crianças importantes capacidades de reconhecimento de letras e sons, bem como criar o amor pelos livros, disse Milton Chen, que participou num esforço conjunto da televisão PBS e o Departamento de Educação dos Estados Unidos para desenvolver mais programas educativos. (Ler mais em Education Week)

4.3.09

 

Televisão ligada a asma nas crianças


Um novo estudo descobriu que as crianças que vêem tv durante mais de duas horas por dia têm o dobro de hipóteses de desenvolver asma. Os especialistas afirmam ainda que este estudo pode ajudar a ligar a asma à obesidade e a falta de exercício.

Ver a notícia na ABC News, TV linked to asthma in children

1.2.09

 

Aproveitando ao máximo os jogos de vídeo


Embora seja tentador telefonar a uma amiga ou fazer uma tarefa em casa enquanto as crianças estão a jogar no computador ou na consola, elas podem aprender mais do que estão a fazer se você interagir com os seus filhos. Aproveite e enriqueça mais do tempo que eles passam em frente ao ecrã!

Principalmente para as crianças mais jovens:

Fazer-lhes perguntas, dar-lhes a chance de mostrarem os progressos que conseguiram e deixá-los descrevere o jogo como o vêem são sempre formas de ajudar o seu filho a tirar o máximo do seu tempo de recreio junto do computador ou vídeojogo.

4 Maneira de Aproveitar ao Máximo os Jogos Electrónicos

1.
Faça perguntas ao seu filho sobre os jogos de computador que ele gosta.
2.
Pergunte à sua criança o que é que ela descobriu sobre um novo jogo ou nível.
3.
Estabeleça um limite de tempo que o seu filho pode brincar com jogos electrónicos.
4.
Familiarize-se a si próprio com as classificações etárias bem como as críticas do jogo antes do seu filho o utilizar.

4 Qualidades do Software que Beneficiam o Desenvolvimento da Criança

1.
Múltiplos níveis de dificuldade
2.
Chances de tomar decisões
3.
Múltiplos jogadores ao mesmo tempo.
4.
Ausência de estereótipos e violência.

Via Video Games: Preschoolers

15.1.09

 

Anúncios na tv contribuem para a obesidade infantil


Uma análise estatística dos hábitos de consumo de televisão pelas crianças e da obesidade infantil sugerem que o conteúdo e a frequência de anúncios a alimentos conduzem as crianças a procurar comida "não muito boa". O número de crianças com excesso de peso nos Estados Unidos poderia diminuir até 18% se estes anúncios fossem banidos dos programas dirigidos a crianças. + info em National Academy of Sciences

6.1.09

 

Mais escolas usam jogos de vídeo para cativar e ensinar alunos

Nos Estados Unidos, jogos de vídeo educativos criados para ensinar trabalho de equipa e outras capacidades do século XXI estão a tornar-se muito populares em várias escolas. "Existe uma revolução no entendimento da comunidade educativa que os videojogos têm muito do que precisámos", disse Jan Plass, co-director do Games for Learning Institute da New York University. + info no The Washington Post

4.1.09

 

TV leva bebés a serem examinados por problemas de fala


Em Inglaterra, está a ser estudado que os bebés de dois anos tenham exames devido a problemas de fala, depois de várias evidências que muitos estão tão viciados à televisão e jogos de vídeo que estão a falhar a aprendizagem das capacidades básicas de comunicação.

Os especialistas afirmam que este problema está a ser mais prevalecente do que a dislexia e o autismo e pode trazer graves consequências para o futuro da criança. Ver mais em Two-year-olds 'to be screened for speech problems'

 

6 maneiras de serem pais e educadores para os media em 2009


Via Commonsense Media, apresentamos seis formas de um pai ou mãe conhecerem melhor os media e fornecerem educação para os media aos seus filhos em 2009:

1. Visite um sítio das redes sociais online. Se tiver filhos novos visite sítios como o Club Penguin. Veja qual o motivo de tanto falatório. Abrace o entusiasmo dos seus filhos, mas eduque-se a si próprio sobre o que se passa realmente. Para os seus filhos mais velhos, visite o Hi5, o Facebook ou o MySpace. Peça-lhes para mostrarem as suas páginas pessoais.

2. Jogue com o seu miúdo um jogo de vídeo. Não aqueles jogos de matar personagens - experimente os jogos Guitar Hero. Ou um jogo de desporto na Wii. A melhor forma de manter os seus filhos afastados de jogos violentos é ajudando-os a desfrutarem algum tempo consigo sem terem de destruir uma alma viva.

3. Descarregue da internet alguma coisa que os seus filhos irão gostar. Escolha uma música que eles nunca ouviram falar. Depois peça-lhes para porem a tocar alguma coisa que você nunca tenha ouvido.

4. Visite o YouTube. Os seus filhos já o fizeram - provavelmente quando estavam à procura de alguma coisa divertida. Vá à secção de comédia, descubra alguma coisa que gosta e faça-lhes uma surpresa.

5. Tome controlo da televisão este ano. Estabeleça limites ao consumo de tv dos seus filhos, dê sugestões de programação e procure não os deixar sempre sozinhos a ver tv: faça-lhes também companhia.

6. Aprenda a gerir as vidas digitais dos seus filhos. Para os telemóveis/celulares dos seus filhos, procure um plano de tarifas que inclua o envio ilimitado de SMS´s (mas estabeleça algumas regras sobre o que pode ser enviado como texto e quando). Verifique quando os seus filhos vão para a net - veja o histórico do browser, se poder coloque filtros apropriados para a idade e verifique o controlo parental do computador. Ensine aos seus filhos os básicos de procurar na internet através dos motores de busca em segurança e forneça-lhes um código digital de conduta. Não os deixe descobrir tudo por eles próprios. Para mais dicas, visite o EM alerta! Segurança na Internet para Crianças!

Quais são as suas dicas para controlar melhor o envolvimento dos seus filhos nos media?

(Adaptado de Six Ways to Be a Media-Savvy Parent in 2009)

6.12.08

 

Congresso Europeu de Educação para os Media

À atenção dos potenciais interessados nesta temática: Seminário do Congresso Europeu de Educação para os Média em Faro, Algarve (Portugal).

É de 16 de a 19 de Fevereiro de 2009.

Trata-se de um dos seminários de preparação para o 2º Congresso Europeu de Educação para os Média, a decorrer em Itália em 2009, de onde sairão as grandes linhas de debate do Congresso.

O tema de Faro é Educação para os Media e a apropriação da Internet pelos jovens.

Education aux médias et appropriation d’Internet par les jeunes (Faro, 16-19 Fevereiro 2009)

1.12.08

 

Nem toda a televisão é má para as crianças (estudo)


A televisão pode ser boa para as crianças. Até programas de crime como os Sopranos podem ajudar as crianças a ter melhores resultados na escola.

Mas nem todos os programas televisivos são iguais e nem todos serão bons para as crianças. Alguns antes considerados próprios para consumo dos mais jovens podem na verdade não ser tão úteis como outros.

Confuso? Realmente, este novo estudo da University of Chicago, que está a gerar mais perguntas que respostas, está a colocar em causa antigas crenças sobre a forma como as crianças aprendem e os efeitos da cultura popular na aprendizagem.

Ainda de acordo com a notícia, os resultados complicados, por vezes contraditórios mostram no entanto uma coisa claramente: A Televisão não é assim tão má.

Leia+ em Not all television is bad for children, study finds

 

Usar os media para dar os Parabéns a Manoel Oliveira

Basta fazer um vídeo ou uma fotografia. E é uma excelente e inovadora iniciativa, não só para fãs do autor, como para as escolas (professores e/ou alunos), bem como para pais e filhos.

O BiblioFilmes Festival teve a excelente ideia, para celebrar o próximo aniversário (100 anos!) do realizador de cinema Manoel Oliveira a 11 de Dezembro e lançou o seguinte convite:

Faz um vídeo ou uma fotografia a desejar os Parabéns ou Feliz Aniversário a Manoel Oliveira!

Para conhecer melhor e poder participar na iniciativa "Parabéns Manoel Oliveira", basta clicar AQUI.

7.11.08

 

Fumo de cigarro invade filmes para crianças


Um novo estudo da American Medical Association Alliance descobriu que nos últimos 6 anos mais de metade dos filmes destinados a crianças apresenta personagens a fumar. Em mais de um quarto dos filmes, os actores acendem um cigarro.

Sandi Frost, a presidente da AMAA, disse que o grupo lançou o estudo depois de reparar que a maior parte dos filmes mais vistos destinados a adolescentes, incluindo "Iron Man," "The Incredible Hulk" e o último Batman "The Dark Knight" apresentavam personagens a fumar.

Para saber mais sobre as descobertas do estudo, veja o artigo na ABC, Cigar Smoke Wafts Into Children's Movies

4.11.08

 

Gravidez adolescente ligada a sexo na tv

As/os adolescentes que vêem mais sexo na televisão têm duas vezes mais tendência a ficarem grávidas ou serem pais do que aqueles que vêm menos, de acordo com um novo estudo fundado pela entidade RAND.

"Os adolescentes recebem uma quantidade considerável de informação sobre sexo através da televisão e essa programação normalmente não destaca os riscos e as responsabilidades do sexo", disse a principal autora Anita Chandra, uma cientista comportamental. "Os nossos resultados sugerem que a televisão pode ter um grande papel nas altas taxas de gravidezes adolescentes nos Estados Unidos".

Eventualmente o mesmo poderá acontecer noutros países.

Mais informação sobre o estudo em Google/Agence France-Presse

31.10.08

 

- violência nos media = Crianças - agressivas

"Crianças expostas a um mínimo de violência nos media são menos agressivas" é o que diz uma nova investigação.

Veja a notícia completa em Children exposed to minimal violent media also less aggressive

21.10.08

 

Crianças Portuguesas: Menos TV, mais Internet

Investigação revela que os pais estão preocupados com o tempo que os filhos passam na Internet e que cerca de 67% dos jovens portugueses, dos 12 aos 18 anos, admitem que não sabem passar sem telemóvel.

A televisão passou para segundo plano, a Internet conquistou terreno e viver sem telemóvel seria quase impossível. A tese de doutoramento "Audiências dos 12 aos 18 anos no contexto da convergência dos media em Portugal: emergência de uma cultura participativa?", da investigadora Célia Quico da Universidade Lusófona, tenta compreender os principais usos dos media e tecnologias de informação (TIC).

Para ler +, visite Educare.pt

5.10.08

 

Seja inteligente com a televisão - Dicas para pais


Acredite ou não, ver televisão pode contribuir para a saúde da sua família. Mas isso não significa que você pode simplesmente ligar a tv e deixar os seus filhos ver. Tal como ensinar uma criança a usar o pote, o consumo saudável de televisão requer algum treino. Desenvolva hábitos de ver tv inteligentemente.

Dica: As crianças mais jovens costumam imitar o que vêem e ouvem na televisão. Não hesite em fazer perguntas que encorajam o seu filho a inventar o seu próprio diálogo ou modificar o enredo.

Aqui estão algumas ideias para começar conversas sobre a tv:

- o que aconteceu no início do filme? Qual a personagem que gostavas de ser? Se pudesses inventar uma estória nova com as mesmas personagens, como seria o fim da tua estória?

2.10.08

 

Sítio para crianças tinha jogo para matar crianças


"Helsínquia (Reuters) - Um jogo na internet no qual os jogadores invadem uma escola e matam alunos do pré-escolar com uma caçadeira foi retirado de um sítio finlandês de jogos para crianças, uma semana depois da pior matança numa escola do país."

Pode continuar a ler, em inglês, no artigo Finnish site pulls kindergarten shooting game.

Caso queira conhecer e experimentar o jogo, que foi criado pela Zsoa e que se chama Kindergarten Killer e cuja descrição é "Entre no Jardim-Escola e atire a matar naquelas irritantes e pequenas crianças com a sua caçadeira e evite ser morto por elas", basta visitar o sítio 2flashgames.com.

Decididamente, este não é um jogo educativo mas, como contextualização de uma notícia e até como alerta, todos (principalmente pais e professores) devem ter conhecimento deste tipo de conteúdos na internet.

18.9.08

 

Cursos e Conferências

1. Novos cursos sobre educação para os media na Primavera de 2009.

Existem mais duas acções de formação para professores da União Europeia que terão lugar em Berlim, em Abril e Maio de 2009 com o tema "história" e "educação para os media no curriculum". As candidaturas estão abertas a todos os professores da Europa. Mais informação online em http://www.23muskeltiere.de/course.htm

2. Cimeira Mundial Karlstad 2010 sobre Media para as Crianças e Jovens (Karlstad 2010 World Summit on Media for Children and Youth)

3. Outros recursos sobre educação para os media:

- mediaeducationNet blog: http://mediaeducationnet.blogspot.com/
- Novos vídeos no canal youtube da mediaeducationNet: http://www.youtube.com/user/mediaeducationNet

11.9.08

 

Devia este bebé ter um blogue?


Os bebés não sabem ler ou escrever, mas algumas têm uns pais super-tecnológicos que fazem as suas redes sociais por eles. Sítios como o Kidmondo, Lil'Grams, Odadeo e Totspot permitem aos pais partilhar notícias e imagens dos seus filhinhos sem terem de encher as caixas de correio dos amigos e familiares. Via The New York Times (registo grátis)

3.8.08

 

Exposição de crianças a telemóveis ligado a problemas de comportamento


As crianças que têem telemóvel/celular e com mães que utilizaram frequentemente os aparelhos durante a gravidez eram 80% mais susceptíveis de terem problemas comportamentais, de acordo com um preliminar novo estudo da UCLA.

"É uma tecnologia maravilhosa e as pessoas vão certamente usá-la cada vez mais", disse a investigadora Dra. Leeka Kheifets da UCLA School of Public Health. "Nós precisámos olhar para os que são os potenciais efeitos na saúde e quais são as formas de reduzir os riscos, caso existam".

Leia + em Prenatal cell phone exposure tied to behavior, da Reuters

16.7.08

 

Trabalhar com as mãos ajuda a desenvolver os cérebros das crianças

Jogos online contra actividades manuais ligado a declínio cognitivo, afirma um estudo.

Trabalhar com as mãos ajuda os alunos a desenvolvrem importantes capacidades cognitivas que se podem perder à medida que cada vez mais jovens evitam coisas como trabalhos manuais e música em favor de um teclado de computador, um novo relatório encomendado pelo Ruskin Mill Educational Trust afirma. "Trabalhar com as próprias mãos num ambiente do mundo real a 3 Dimensões é imperativo para um completo desenvolvimento cognitivo e intelectual", disse o autor do estudo Aric Sigman. "Isso permite aos mais jovens experenciarem como o mundo funciona na prática... e fazer julgamentos informados sobre conceitos abstractos".

Ler + em MSNBC/Reuters

29.6.08

 

Jogos de vídeo jogam no saudável

Não diga aos seus filhos ou alunos, mas as empresas estão cada vez mais a criar jogos de vídeos que são bons para si.

Este tipo de jogos têm como objectivo tornar as pessoas mais saudáveis ao ajudá-las a deixar de fumar, perder peso e fazer mais exercício.

O grande sucesso do "Wii Fit" da Nintendo é o mais recente exemplo desta tendência, que os criadores de jogos sustentam é baseado em estudos que mostram que as pessoas respondem melhor quando estão activamente e com prazer envolvidas em aprender como mudar maus hábitos.

Ler mais no artigo do The New York Times/Reuters, Playing A Video Game? No, It's Health Therapy

Ver vídeo no YouTube sobre o jogo Wii Fit:


 

Estudantes japonesas a aprender inglês através de jogos de vídeo

Num país onde as aulas de inglês geralmente significam memorizar e gramática, uma escola no Japão só para raparigas está a tentar algo diferente: um jogo de vídeo.

A professora Motoko Okubo supervisiona a aula e dá graças quer às alunas quer aos jogos que, diz ela, têm inspirado um novo entusiasmo entre elas. Outros educadores, no entanto, continuam cépticos.

Leia mais em The News & Observer (Raleigh, N.C.)/Associated Press

22.6.08

 

Jogos de vídeo podem tornar aulas mais interessantes para alunos

Na medida em que cada vez mais vídeojogos apontam para tópicos educativos, eles têm o potencial de se tornarem instrumentos pedagógicos mais poderosos, afirmam alguns educadores e cientistas. "[Com os livros] eles podem ler alguma coisa, passar palavras do vocabulário para um papel ou utitizar a sua matemática, mas não estão realmente integrados", disse a professora de Biologia na Virgínia, Estados Unidos, Netia Elam, cujos alunos recentemente experimentaram "Immune Attack", um jogo que oferece a exploração do sistema imunitário humano. "Porque eles brincam com jogos de vídeo, eles ficam realmente envolvidos no que estão a fazer. Eles tiveram mais interesse e mais iniciativa para prestarem atenção".

Via ABC News

21.6.08

 

Jogos de vídeo melhoram a compreensão dos alunos pela matemática?


Os jogos de vídeo educativos podem melhorar os resultados dos alunos na Matemática, de acordo com um um estudo da University of Central Florida. Os estudantes que jogaram o jogo interactivo de matemática DimensionM durante 18 semanas melhoraram os seus resultados num teste de 25 pontos numa média de cerca de 8 pontos, enquanto os estudantes que não participaram nos jogos melhoraram menos de 4 pontos.

Fonte: American City Business Journals/Orlando

3.6.08

 

Cortando o cordão na utilização de telemóveis por estudantes



Escolas do ensino básico e secundário no Japão estão a implementar novas regras para limitar o tempo que os estudantes passam nos seus telemóveis com ligação à internet, tendo em conta informação que sugere que os alunos podem ser levados para crimes no ciberespaço e sofrer outras consequências negativas de passarem demasiadas horas envolvidos com os aparelhos.

Destaque ainda no artigo para o facto de alguns jovens passarem horas à noite trocando e-mails com os seus colegas. Existe "a regra dos 30 minutos", através da qual se uma criança não responder ao e-mail em 30 minutos é escolhida e apanhada pelos seus colegas de escola.

Outros jovens têm sido vítimas de crimes através da Internet. Num caso revelado, as crianças enviam fotagrafias suas para um web site e depois acabam por ser alvo de chantagem para darem dinheiro.

Via TechNewsWorld/Associated Press, artigo Japanese Government Urges Cell Phone Cooldown for Kids

(Mas os telemóveis podem ter utilização educativa, como a iniciativa Filmes com Energia)

2.6.08

 

Jogo de computador para deixar de fumar


Um pouco atrasado (31 de Maio foi o Dia do Não Fumador), celebramos a data com esta notícia:

A empresa de jogos de vídeo, Ubisoft, está a desenvolver um jogo para a Nintendo DS cujo objectivo é ajudar os fumadores a deixarem o seu vício do tabaco. O programa é baseado no método "Allen Carr's Easyway to Stop Smoking" e está previsto ser colocado à venda nos Estados Unidos antes do Natal de 2008. Vai incluir treinadores pessoais e 15 mini-jogos. Ou seja, quem poderá a partir dessa data afirmar que os jogos de vídeo não podem também ser saudáveis?:)

Via Yahoo!/Agence France-Presse no artigo US games developer makes quitting smoking child's play (Empresa norte-americana criadora de jogos faz deixar de fumar uma brincadeira de criança)

1.6.08

 

A criança portuguesa e a Publicidade: Quanto vale uma criança?

Quanto vale uma criança é o título da reportagem publicada hoje no jornal Correio da Manhã, realizada pela jornalista Maria Ramos Silva. Pelo seu interesse, fica aqui reproduzida a peça:

No tempo dela, os miúdos ouviam os Queijinhos Frescos. Hoje, Raquel Oliveira, directora de Marketing da Lemon, reconhece que as oportunidades de negócio são fisgadas ainda no útero da mãe. E exigem mais sal e pimenta do que a antiga trupe de Ana Faria. Esta empresa de produção e gestão de conteúdos de entretenimento infantil não hesitou ao lançar o CD ‘As Tuas Músicas’, que permite aos pais personalizar as músicas com o nome do seu rebento. 'Muitas grávidas, mal souberam o sexo e o nome do bebé, compraram o CD', recorda.

O produto, a 17,95 euros, vendeu mais de 15 mil unidades só no Natal de 2006. Além deste projecto, a Lemon detém ‘As Músicas do Noddy’ (mais de 30 mil unidades vendidas), ‘As Canções do Ruca’ e ‘As Músicas do Bob, o Construtor’, outros êxitos de venda, não fossem estes os heróis actuais. 'As crianças são grandes âncoras. O mercado discográfico está em queda mas a crise não afecta o segmento infantil. O adulto pode descarregar a música da net, a criança vive a parte física do CD.'

Mas a principal aposta da agência são os espectáculos ao vivo com personagens das séries de animação infantis, acontecimentos em voga, e com perspectivas de futuro, que têm chamado a atenção das marcas. Estas fazem parelha com as agências apostando na implantação e divulgação dos seus produtos.‘Noddy Live’, o ‘Bob o Construtor ao Vivo’, o ‘Ruca ao Vivo’ e ‘O Meu 1º Festival’. Todos atraíram largos milhares de espectadores. São investimentos 'entre os 400 e os 800 mil euros por projecto', diz Raquel.

Através de parcerias de media conseguem planos de comunicação, que integram TV, rádio, imprensa, outdoors, net e acções de comunicação especiais. 'Com os eventos para toda a família, as marcas têm retornos que nunca alcançariam com o mesmo investimento nos meios tradicionais'.

Se as crianças são o futuro, este chega cada vez mais cedo. Elas fazem parte da chamada ‘now generation’, ou ‘geração agora’, imediata, informada e confiante. De acordo com os estudos do consultor e investigador James McNeal, o ‘pai do marketing infantil’, nos EUA as crianças influenciam cerca de metade das compras familiares de rotina, enquanto que na China cerca de 70%. De um modo geral, a intervenção é maior nos produtos comerciais que regularmente consomem como comida, roupa e brinquedos. Mas influenciam de igual modo em bens duráveis como automóveis, computadores e televisões. Porque também são utilizadores ou virão a sê-lo.

'A maior parte do mercado nacional apercebeu-se do potencial económico do target crianças há relativamente pouco tempo. A criança tende a ser menos racional nas escolhas, o que resulta num cliente mais leal às marcas. É também o mais honesto. Se não gosta demonstra-o', conclui Raquel.

Para a MKids, a proximidade da comunicação entre marcas e famílias é também a prioridade. 'Prestamos atenção ao mercado e propomos acções de comunicação. Comunicamos para as crianças, ou para os pais, quando são mais pequenas', explica Marta Vian Santos. Quanto às marcas que trabalham, não são uma novidade para o público de palmo e meio: Olá, Golden Grahams, Sumol, Chupa Chups, Royal e Família Galaró entram na lista. 'Vários estudos dizem que as crianças influenciam mais nesta ou naquela área. Aos cinco, seis anos, já têm imensa informação'. Não é fácil quantificar o retorno em números, mas há indicadores óbvios do sucesso ou fracasso da comunicação. 'Fazemos o lançamento de um produto pelo País. Se lá voltarmos no ano seguinte as crianças já reconhecem a marca. Numa feira podemos ter uma empresa que investe 100 mil euros ou uma empresa com um só balcão que gasta 1500 euros.'

Quando eles crescem e as atenções se precipitam para os ecrãs dos computadores, a forma de sedução muda de cara. Sites como o MySpace ou Facebook, dominados como ninguém pelos pré-adolescentes, tornam-se um veículo muito desejado pelas marcas e marketeers. 'As crianças influenciam o mais possível. Até aos 14 anos ainda há um elo de ligação com os pais. De início diziam-me que este nicho era complicado mas esta faixa estava esquecida e é superimportante na decisão familiar', explica a directora da revista Giggle, Cláudia Sousa.

A pensar nos ‘tweens’ ou pré-adolescentes, uma faixa intermédia que abrange todos os que se sentem ‘quase crescidos’, a publicação surgiu em simultâneo em dois formatos: a versão papel e em modo on-line 'Não fazia sentido ter só uma revista quando eles tratam a internet por ‘tu’. É um conceito inovador. Falamos para os miúdos entre os 8 e os 14 anos.' Tal como na música, os mais novos voltam a ser a bóia de salvação em tempos de crise. Apesar da quebra nas vendas das publicações infanto-juvenis, segundo a Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, projectos como a Giggle, lançada no final de 2007, vão dando frutos. Com periodicidade mensal na versão impressa (não sai apenas em Janeiro) e a um preço de dois euros, instalou-se também no portal Clix há menos de um mês. Sugere passeios em família, lança modas, disponibiliza passatempos e apresenta produtos, entre outras actividades.

O apelo das marcas está omnipresente. Os pais dão-lhes ouvidos dentro da lógica da compensação. 'Há algum sentimento de culpa. Os pais fazem por agradar', acredita Cláudia. Nas acções de campo, as marcas entram no terreno a todo o gás. 'Em ateliês de rua ou lojas ligamo-nos à Nickelodean, Bertrand ou Holmes Place. Também temos marcas de forma invisível, casos da Dyrup, Optimus ou Zon'.

Agora imagine-se na televisão, numa série de culto como os ‘Morangos com Açúcar’. Quando a ficção salta dos ecrãs para o merchandising, agências de marketing infantil como a Zero a Oito, orientada para as publicações, licenciamentos, eventos, promoções e projectos dirigidos às escolas, entram em acção. 'Como agentes fazemos todo o serviço para definir o target e para desenvolver negócios paralelos. As marcas tentam sair da TV e desdobrar-se', refere a directora-geral Maria Morais Leitão. Desdobram-se em mochilas, t-shirts, livros e tudo o mais que se possa imaginar. Kits completos que entram na lista de solicitações dos filhos dirigidas aos pais. 'Existe a noção de que este target é muito exigente, informado e com espírito crítico'. Sem avançar números, não é difícil prever que quando há sucesso na caixinha mágica, também o há cá fora, apesar do retorno variar de marca para marca. 'Só existe se a marca vender. As nossas têm bons resultados', confia Maria. Quanto à agência, 'recebe uma percentagem variável do negócio dos royalties'.

Ainda na velha caixinha mágica, a publicidade faz pontaria à programação de teor infanto-juvenil. Nos canais generalistas, é encaixada nas manhãs e fins-de-semana. A RTP 2 é o canal que mais espaço dedica a este alvo. A SIC aposta na popular ‘Floribella’ e no ‘SIC Kids’. Aos sábados e domingos, divide-se entre este programa, o ‘Disney Kids’ e a novela ‘Chiquititas’. A RTP 1 aposta no ‘Espaço Infantil’, e a TVI emite ‘Wrestling’, a coqueluche do momento. No cabo proliferam os canais orientados para as faixas mais jovens, como o Panda, entre os cinco mais vistos da tabela de audiências, o Cartoon Network, o Nickelodeon e o Baby TV (dedicado a bebés com idade inferior a 3 anos), estes disponíveis através do pacote Funtastic Life da TV Cabo. O Disney Channel mantém-se no serviço Premium (transmitido a partir de hoje pelo serviço MEO da PT sem custo adicional). O próprio AXN (Zona Animax) alinha na programação infantil.

Certo é que os telespectadores estão a encontrar meios alternativos de acesso aos conteúdos, segundo um estudo da Accenture. Esta tendência é acentuada nos mais jovens, considerando que cerca de metade utiliza o telemóvel como plataforma de acesso. As marcas não ficaram à sombra da velha tendência e deitaram mãos ao mercado. Em parceria com a Imaginarium, a TMN criou um telemóvel à medida... dos pais, diga-se a verdade. É colorido e tem um desenho ergonómico adaptado às crianças mas não tem as funcionalidades mil que atraem o público mais novo: as câmaras fotográficas, por exemplo. Mas veio sossegar os progenitores que querem saber por onde andam os rebentos.

'O M01 dá aos pais a garantia de que, independentemente do saldo disponível, a criança pode estar sempre contactável', esclarece Paula Perfeito, da TMN. O aparelho apenas permite fazer e receber chamadas para os números definidos pelos pais e não envia SMS – só recebe'. E são as mensagens escritas que mais lhes agradam. As operadoras agarraram a oportunidade com as SMS a 0 cêntimos. Como os kits ‘vips SMS’ e ‘+pertoSMS’ da TMN, com mensagens grátis entre pessoas da mesma rede, e o Yorn Power Extravaganza, com chamadas, SMS e MMS à borla entre todos os Yorn Power Extravaganza. Os ‘tags’ da Optimus partilham do mesmo estado de graça.

No Japão, o FOMA SA800i - com GPS incorporado -, deu que falar na altura do lançamento. Por cá, em breve chegará a CAM1, 'o único equipamento para crianças que combina a câmara com o mp3 e as funções de telemóvel'. Talvez para as crianças que acharam ‘pouco’ o M01.

80 % DECIDE ATÉ 2010

O prognóstico não é reservado: as crianças serão responsáveis por 80% das compras de uma casa até 2010, calculam as empresas e concordam os pais. Mais, os gastos com os filhos, como educação, alimentação, saúde e diversão, chegam a representar 75% da totalidade do orçamento familiar de uma casa. No Brasil existe, desde 2005, o Projecto Criança e Consumo, do Instituto Alana - foi criado com o objectivo de despertar a sociedade brasileira a respeito das práticas de consumo de produtos e serviços de crianças e adolescentes. A ideia é 'criar meios que minimizem os impactos negativos causados pelo investimento maciço na mercantilização da infância e juventude, como o consumismo, a erotização precoce e a obesidade infantil. O Instituto Alana trabalha em três áreas de forma interdisciplinar: jurídico-institucional (analisa queixas de abusos), educação e comunicação

'A CRIANÇA SÓ SE DEIXA MANIPULAR SE OS PAIS DEIXAREM'

A pedopsiquiatra Ana Vasconcelos não tem dúvidas: 'uma criança só se deixa manipular se os pais se deixarem manipular, porque vive a sociedade de consumo da mesma forma que os pais', explica, sublinhando que 'a notícia é boa' para os que temem os efeitos do marketing dirigido aos mais novos. Também diz que sim, que 'hoje as crianças estão mais expostas' mas não acredita que antes dos 4 anos os miúdos se deixem influenciar, contrariando o ‘pai’ do marketing infantil que diz que durante o estádio sensório-motor (0-2 anos) de Piaget, aos 4 meses, isso pode acontecer. 'A partir dos 4 anos querem as coisas que o amigo tem ou que viram na televisão, o que se explica não só com o desejo do ter mas também o de imitar', explica Ana. Aos pais, a pedopsiquiatra aconselha a 'não recear frustrar as expectativas dos filhos só porque o marketing assim o exige'. Até pela importância de conversar e explicar os argumentos que fazem com que a resposta ao pedido seja um redondo ‘não’. 'A sociedade de consumo tem armadilhas e tendemos a ceder às coisas de que gostamos e não ceder às outras, o que nos deixa sem argumentos válidos'. ‘Mais a sério’, em relação à influência dos mais novos na escolha da casa ou carro, a especialista relaciona com o papel que a criança adquiriu no século XXI. 'A criança é um reizinho e desde que os pais sabem que vão ter um fi-lho tudo passa a girar em volta dele: o poder é-lhe dado mas ele não o tem na realidade, perante responsabilidades tão importantes. Isso acontece quando os pais são reféns de ser pais e mães.' | Marta Martins Silva

O PERFIL DOS PEQUENOS GRANDES CONSUMIDORES

ENTRE OS QUATRO E OS SEIS ANOS

Passam os dias na escola, local para onde vão já com o pequeno-almoço tomado. Nos intervalos conversam sobre os programas que vêem na TV e respectivos heróis. Gostam de jogar à bola, de pintar e de passear ao ar livre. 92% confessa adorar andar de bicicleta.

ALIMENTAÇÃO E PRODUTOS

A maioria (73%) almoça na escola. Prefere massas (93%), salsichas (89%) ou sumos de fruta (88%). O jantar é em casa, e se puderem escolher optam por massa (31%) com salsichas (18%) ou bife (11%) com batatas fritas (18%). Apesar de não gostarem (59%), os pais obrigam-nos a comer legumes. Entre os produtos que escolhem sozinhos destacam-se brinquedos (59%) e guloseimas (53%)

TELEVISÃO E INTERNET

93% vê televisão depois do jantar ou jogam no computador (59%). Panda, TVI e SIC são os canais favoritos. No top de programas, a ‘Floribella’ mantém-se no primeiro lugar. O ‘Noddy’ entrou directamente para o segundo lugar enquanto os ‘Morangos com Açúcar’ desceram ao terceiro. 62% gostam de ver anúncios e a utilização da internet cresceu 7%.

IDOLOS

Os ídolos também mudaram entre a primeira e a segunda edições do estudo. Se em 2005/06 a ‘Barbie’, os D’ZRT e a ‘Floribella’ ocupavam o pódio, agora a ‘Floribella’ subiu ao primeiro lugar e deixou os restantes para o ‘Ruca’ e as ‘Princesas Disney’.

ENTRE OS SETE E OS DEZ ANOS

À semelhança dos mais pequenos, estas crianças passam o dia na escola onde, nos intervalos, fazem jogos de grupo (81%), vão à internet (79%) e ouvem música (84%). Falam sobre os seus temas de interesse, destacando: animais domésticos (46%), desporto (33%) e wrestling (33%). Gostam de falar no MSN e jogar PlayStation.

ALIMENTAÇÃO E PRODUTOS

Geralmente jantam com a família em casa, havendo dias em que os pais os levam a jantar fora e os deixam escolher o local onde comer (77%). Optam por massa (17%) com carne (15%) ou pizzas (15%). Os gelados são escolhidos por 65% das crianças, as guloseimas, 60%, as bolachas, 45%, as batatas fritas, 43%, e os chocolates, 40%. Entra em campo o conceito de mesada. 52% recebem-na em dinheiro e 1% no cartão da escola. 56% popupam, contra os 12% registados em 05/06.

TELEVISÃO E INTERNET

A TVI e o Panda são os canais favoritos desta faixa etária, a que este ano se junta a SIC, destronando o Disney Channel. Os ‘Morangos com Açúcar’ e a ‘Floribella’ mantêm a liderança, seguidos do ‘Wrestling’, que fez sair do pódio o ‘DóRéMi’. Estas crianças começam a revelar um crescente interesse pela internet, que cresce de 31 para 44%, e desinteresse pela televisão. Apesar de também estar em decréscimo, 55% deste miúdos gosta de ver anúncios. Face ao ano anterior há mais 14% dos inquiridos que diz ter telemóvel (um total de 49%). 58% têm internet e 80% TV cabo.

IDOLOS

Enquanto em 2005/06 os ídolos eram os D’ZRT, a ‘Matilde’ e o ‘Tiago’ (dos ‘Morangos com Açúcar’) e a ‘Floribella’, agora foram substituídos pelos lutadores de wrestling como John Cena. Quanto à escolha de produtos, 67% preferem brinquedos, comprados com a mesada, que serve ainda para guloseimas, refeições, a compra de jogos, revistas e sapatos.

CRIANÇAS DE 11 E 12 ANOS

Já não querem ser tratadas como crianças, revelam outros interesses. Um deles é o cinema onde os pais os levam (81%), algumas vezes quando jantam fora e escolhem o local da refeição (88%). Na escola, nos intervalos, aproveitam para falar ao telemóvel, jogar e enviar SMS. É que 80% destes jovens têm telemóvel.

ALIMENTAÇÃO

As guloseimas são exactamente o produto que mais jovens desta idade escolhem sozinhos (59%). Seguem-se os gelados (57%), os brinquedos (51%) e as bolachas e material escolar (47%). Batatas fritas, sumos e chocolates são os produtos que se seguem, sendo escolhidos por 44, 41 e 39% destas crianças, respectivamente. Dos inquiridos, 74% recebem mesada (contra 66% no ano passado). Esse dinheiro é usado em 35% dos casos para guardar no mealheiro, pagar pequeno-almoço/lanche (34%), comprar guloseimas (20%) e revistas (14%).

TELEVISÃO E INTERNET

Depois de jantar, em regra, vêem um pouco de televisão com os pais. Entre os programas eleitos estão as telenovelas e o ‘Wrestling’, na TVI, SIC e SIC Radical. À semelhança das crianças mais novas também estas têm nos ‘Morangos com Açúcar’ um dos programas de eleição. A internet, que existe em 69% das casas dos inquiridos, é usada em situações de lazer, para jogar ou falar com os amigos, mas também para pesquisar informação para a escola.

IDOLOS

Ao contrário do ano passado, em que havia ídolos muito fortes como a ‘Matilde’ e o ‘Tiago’ (44%), a ‘Floribella’ (39%) e o ‘Harry Potter’ (26%), este ano os ídolos não reúnem o consenso de mais de 17% dos entrevistados, no caso da Shakira. Admirados são também o jogador de futebol Cristiano Ronaldo e, mais uma vez, as personagens do universo da luta livre.

31.5.08

 

São os jogos de vídeo a chave para o bem estar?

Nos Estados Unidos, as escolas estão no cada vez maior número de grupos e instituições que se estão a virar para chamados jogos de vídeo saudáveis para promover a preparação física, ensinar o bem-estar e reforçar os comportamentos saudáveis. A Robert Wood Johnson Foundation está a oferecer até 200 000 dólares para 12 equipas investigarem num período de 12 a 24 meses como os jovens e os mais idosos são afectados por jogarem jogos de vídeo.

Mais info sobre o assunto em MSNBC/Associated Press e The Sun (Baltimore).

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