18.11.05

 

Raparigas dos 10 aos 12 anos são o maior alvo de pedófilos na Net

Na passada quarta-feira, vários media deram notícia de uma pesquisa desenvolvida pela Associação Internacional de Análise Criminal, que traça o perfil do comportamento das crianças em salas de conversação na Internet.

Um perigo para as crianças, na SIC e no Correio da Manhã Pedófilo está mais inteligente foram alguns dos títulos que fizeram soar os alarmes em Portugal.

São as raparigas entre os 10 e os 13 anos que são mais vulneráveis

Trancrevemos de seguida o artigo publicado no Jornal de Notícias:

Raparigas dos 10 aos 12 anos são o maior alvo de pedófilos na Net
Investigação Italianos fizeram-se passar por crianças para analisar abordagens pedófilas em "chats" Estratégias da investigação infiltrada foram cedidas à Judiciária

Os principais alvos dos pedófilos que frequentam "chats" on-line são raparigas entre os 10 e 12 anos, curiosas e dispostas a falar sobre si, segundo um estudo da Associação Internacional de Análise Criminal, com o apoio da Symantec, empresa de soluções de segurança na Internet.

Durante seis meses, investigadores fizeram-se passar por crianças nos principais sites de conversação italianos, assumindo cinco perfis específicos - muito alerta, ingénuo, perplexo, curioso e bastante disponível. O objectivo era analisar o vocabulário utilizado pelos pedófilos, perceber quais os comportamentos mais "atractivos" para uma abordagem e o tipo de estratégia utilizada de forma a usar esse conhecimento em prol da investigação criminal. As conclusões da pesquisa, realizada pelos psicólogos e criminologistas Marco Strano e Roberta Bruzzone, foram ontem partilhadas com a Polícia Judiciária (PJ). A associação, com sede em Roma, admite realizar um estudo semelhante em Portugal, mas ainda não há uma data prevista.

Investigação infiltrada

Numa primeira fase, foram entrevistadas cinco mil crianças, entre os 8 e os 13 anos, utilizadoras de "chats", 500 professores e pais de cinco regiões de Itália, explicou Roberta Bruz-zone, em conferência de imprensa, num hotel de Lisboa.

"13% das crianças que consultam chats são alvo de abordagens pedófilas", revelou, acrescentando que "este contacto não é difícil" porque 27 % das crianças inquiridas consultam estes sites de conversação sem um adulto por perto. Quanto ao que sentiram quando foram abordadas sobre temas relacionados com sexo, 15,3 por cento responderam curiosidade e 7,6 por cento confessaram atracção. Mas a psicóloga e criminologista italiana destacou ainda outra conclusão 16,6 % referiu que não contou o ocorrido aos pais por vergonha e 8,3 % porque o pedófilo tinha pedido para guardar segredo.

Pedófilos "invisíveis"

A partir dos resultados deste levantamento definiram-se cinco modelos de comportamento (cujos pormenores apenas são revelados a autoridades policiais), assumidos pelos investigadores em "chats" e que permitiram chegar a novas conclusões.

"O pedófilo prefere raparigas, entre os 10 e os 12 anos", "suficientemente curiosas e inteligentes para falarem sobre sexo" e que encaram o agressor "como uma pessoa experiente com quem podem falar abertamente", disse Roberta Bruzzone. O pedófilo é "invisível", por norma "não tem cadastro, está integrado socialmente e tem entre 20 e 30 anos".

Para esta especialista italiana, "as crianças têm dúvidas sobre o tema da sexualidade e procuram respostas", pelo que "a falta de comunicação entre pais e filhos é aproveitada pelos pedófilos".

Para além do diálogo entre pais e filhos, também é possível reduzir os riscos online para as crianças colocando o computador num local comum da casa e, através de software próprio, limitar os acessos adeterminados sites e chats e bloquear o envio de dados pessoais.

Saber mais

O estudo

Durante seis meses, investigadores italianos infiltraram-se nos principais "chats" de Itália e fizeram-se passar por crianças para analisar as abordagens dos pedófilos

O pedófilo

Segundo a Associação Internacional de Análise Criminal, o pedófilo não costuma ter cadastro criminal, está socialmente integrado, é simpático e tem entre 20 e 30 anos.

A vítima

Normalmente é rapariga, tem entre 10 e 12 anos, é curiosa e está receptiva a falar sobre si e a experimentar sensações "proibidas".

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